Skins – Segunda Temporada

07/02/2010

A segunda temporada de Skins tem início de certo modo, um pouco depois dos acontecimentos do último capítulo da primeira. Pulam apenas os momentos pedantes que se fossem ao ar causariam de certo essa impressão, de Tony no hospital e nos jogam direto na trama com Tony já com problemas mentais e todos os personagens em crise.

Episódio 1 – Tony and Maxxie

Já que a trama começa um pouco distante dos últimos acontecimentos vistos na primeira temporada, somos jogados sem nenhum pudor no meio da trama já em decorrer, sem introduções desnecessárias. Mas logo vemos que Tony sofreu seqüelas do acidente e que está realmente desabilitado e “fora de si”, de certo modo.

O episódio tem nome duplo e o companheiro de Tony para o título é novamente Maxxie (que na primeira temporada dividiu o título com Anwar). Aqui acompanhamos bem mais de perto a vida de Maxxie e descobrimos que tem pais muito compreensivos e que não ligam para sua opção sexual, que tem amiguinhas taradas perto de sua casa e que, ao que parece, alguém tira fotos dele.

A duplicidade no titulo é proposital, pois aqui vemos que Tony está bem mais próximo de Maxxie após o acidente e que de certa maneira, é o único que consegue lembrar de algo (sua casa pra ser mais exato). Já Sid e Michelle estão no inferno. Michelle não quer acreditar no que ocorreu com Tony e sai beijando qualquer um que tenha língua. Sid está sofrendo por não poder ter Cassie aos seus braços e também não admite a si mesmo o que tenha acontecido a Tony. Já os demais “skins” estão neutros e divididos por quererem levar Tony a festas e serem proibidos pelos pais do garoto.

E há um peso gigantesco em cima dos pais de Tony que diz relação ao “novo” filho que agora eles possuem. Muito mais necessitado e disfuncional, Tony precisa de ajuda até para ir ao banheiro. O que torna a vida de sua família um paradigma mais adaptável.

Mas nem tudo é drama, e com um começo de temporada muito melhor do que a anterior o episódio demonstra ser equilibrado e menos extravagante. Contendo uma carga dramática já bem mais pesada que antes e contendo um humor que alterna os momentos tristes de forma inteligente e sarcástica, vide Effy usando o “novo” assento sanitário.

Sem momentos pedantes o primeiro episódio da segunda temporada mostra o drama de dois personagens distintos e as consequencias que cada um tem na vida de seus entes queridos sem nunca perder o bom humor e o ritmo utilizado inicialmente. Um episódio complexo, mas que se torna simples nas mãos dos realizadores fantásticos que são os de Skins.

5/5

Episódio 2 – Sketch

Chega hora de mudança e os realizadores decidem trazer uma nova personagem a tona: Sketch. Interessante que esse novo personagem permite um trabalho magnífico e profundo sobre sua personalidade e o seu “eu” real. Uma moça que é obcecada por Maxxie e que faz de tudo para parecer um menino. Uma menina que não está nem ai para outras pessoas, contanto que fique com Maxxie. Uma menina que tem uma mãe inválida e que foda-se ela também se quiser passar por cima de seu amor pelo garoto. Uma menina fria e cujo único objetivo no mundo é fazer com que Maxxie a ame.

E mais uma vez a segunda temporada supera a primeira com, não só um trabalho de personagem mais digno e centrado, mas também por estar tudo mais bem composto. Os momentos humorados, dessa vez quase todos contendo Chris, se aproximam do perfeito timing cômico e sempre alternam os momentos pesados, como no primeiro episódio.

Mas o que impressiona é mesmo Sketch, tanto a personagem como a atriz fazem desta uma persona repulsiva e antipática que nunca tenta ser bonitinha ou alegre para as pessoas, a não ser pra Maxxie. Mas depois de passar por momentos de desgraça decadente total vemos que além de ser perturbada, preza muito a vingança e se volta contra Maxxie indo dormir com Anwar, o que não surte muito efeito, a não ser na hora do sexo quando ela se excita ao ver a foto de Maxxie em cima do criado-mudo de Anwar.

É isso, o episódio mostra uma pessoa desgraçada que ta se fodendo pro mundo a sua volta, contanto que “a” pessoa a ame, tudo pode ir pro espaço, mesmo sua mãe.

5/5

Episódio 3 – Sid

Agora sim. O ápice dramático chegou. Acabou a embromação e a tristeza toma conta de tudo. Sid é o nerd da turma. Sid é o mais caldo, pode-se dizer. Sid é o mais apaixonado. Sid é o mais confuso. Sid é o mais triste.

O pai de Sid é confuso também. Tem um pai que o trata como merda e mesmo assim nunca o enfrentou. Sempre abaixando cabeça pro velho, o pai de Sid aguenta uma vida ouvindo merdas sobre ele. A única coisa que seu pai acha bom nele já não o pertence mais, sua esposa. E quando chegamos ao ápice da degradância surreal com um carro arrebentando a casa de Sid e saindo um Russo maluco batendo em tudo que é homem que sai da casa em busca de sua amada, o pai de Sid finalmente resolve parar de ser um bundão e manda o pai pro inferno.

Já Sid, ama Cassie de mais. E mesmo longe ainda mantém contato, todos os dias pela internet na esperança de vê-la e quem sabe convencê-la a voltar. Mas Cassie tem amigos e um dia Sid vê o que quer ver e acaba brigando com Cassie. Vê o que quer ver, pois tem uma mãe que não quer voltar pra casa, um pai que não consegue ajudá-lo com conselhos sobre mulheres, e amigos que não entendem o que ele passa. Literalmente está perdido num emaranhado existencial que inclui romances e família e que mistura tudo quando tem que aguentar ver seu pai ser humilhado. Ai briga com Cassie por nada da certo em sua vida. É tudo droga, os pais se separam e “ninguém nunca se ama de verdade”. Então como Cassie pode realmente amá-lo?

E depois de se aliviar, sei Pai sente o menor peso que já pode aguentar em suas costas. Nada tem importância, o que aguentou a vida toda foi reposto pela desagonizante maneira com que revelou a seu pai o que realmente sentia. Mas a felicidade às vezes é tão maligna, que sucumbe nosso corpo ao fim, por não poder suportar o que veio de fato e por avisar que “agente deveria ter feito isso antes”. Mas quando Sid desce as escadas vendo que a vida pode ser melhor como a de seu pai agora em diante, se depara com ele morto, com seu cigarro e bebida em mãos imóvel e com u sorriso no rosto. Seu Pai. Morto.

A única fuga é onde ele sempre se escondeu, na escola. Lá todos têm problemas, mas nunca os carregam. Lá ninguém se interessa por sua vida, nem mesmo seus amigos. Mas o que ele realmente fará com seu pai morto? Quem chamar? Ele agora está por conta própria, como todos nós temos que estar um dia. Mas como resolver isso? Porque seu pai morreu logo agora? Por que os acontecimentos de sua vida só o levam para desgraça? Tony o ajuda, mas já é tarde, tem que chamar alguém, e como ainda é um jovem, a primeira pessoa é sua mãe. E a segunda? Agora que está por sua conta, a mínima coisa que pode fazer é tentar buscar o amor e viver feliz. Então Cassie é seu alvo, não sabe como, mas tem que convencê-la de que errou e ela tem que amá-lo, se não realmente não conseguirá viver feliz.

Mas Cassie também percebe que pode não ter sido compreensiva e decide voltar. Os trens passam um pelo outro, Sid indo, Cassie vindo. Não tem como eles saberem, ou sentirem talvez, mas tem como perceberem que é melhor serem compreensivos do que precipitados nesse mundo que vivemos.

5/5

Episódio 4 – Michelle

Como gostar de um episódio da Michelle? Simples, amadureça a garota e a coloque em um paradigma existencial de sua vida amorosa e acrescente um pouco de humanismo a ela e menos futilidade e mexa com o mundo da série e terá uma obra-prima de episódio.

Michelle nunca me agradou, nunca até aqui. Da primeira a última cena ela é tratada como um “skin” merece e se mostra muito mais complexa do que a garota apenas fútil e que ama Tony, como seu episódio da primeira temporada mostrava. Ela ainda está chocada com o problema de Tony não se lembrar de nada deles e ainda o procura pra ver se realmente ele ainda vale a pena, afinal, ela realmente o ama. Mas não funciona e nas vésperas de seu aniversário se muda para um novo lar, onde sua mãe tenta mais um romance que de novo obviamente dará errado. Lá o seu novo padastro “sofisticado” e cheio de nove horas chama sua filha mimada e peituda (peituda *-*) para a casa nova, e demonstra ter uma relação muito bizarra com a menina.

Depois de uma série de desastres com a casa Michelle e os meninos marcam de acampar, claro que com a ajuda da “peituda” que convence todos os garotos cheios de hormônios e humanos a irem. Michelle muito puta pela garota ser fútil até não dar mais aceita só porque ela mesma não conseguiu convencer os garotos. Vão acampara na praia, e começa a farra até que Maxxie descobre que Anwar estava de rolo logo com Sketch e uma discussão começa.

Mas Michelle só pensa em si, no que está passando, se nunca mais conseguirá ser feliz sem Tony. Sid ainda muito abalado pela morte de seu pai está perdido, sem ninguém pra ampará-lo, nem Cassie que se sabe lá onde está. E Michelle vê nesse ombro amigo de Sid que sempre teve uma oportunidade de conceder o seu próprio ao garoto e ajudá-lo, mas o que ocorre é que ambos se deixam levar pelo vazio em que se encontram e dormem juntos. Sid faz Michelle ter um orgasmo, o que nenhum outro garoto tinha feito. Michelle quer mais, Sid não sabe o que quer, quer alguém então aceita e entram em sua casa. Cassie está no quarto. Os dois param de se beijar.

De certa forma é a morte pra Cassie, mesmo que o episódio não mostre, ver Sid Junto a Michelle é destrutivo para o coração da garota, e terminamos com uma sensação de que, 1) Michelle é uma garota muito mais do que aparenta,2) Sid é muito mais perdido do que parece e 3) Cassie nunca conseguirá o que deseja.

5/5

Episódio 5 – Chris

Filmes/livros/séries que apresentam pessoas simples e honestas sempre me cativaram/emocionaram muito. Me emociono de mais com pessoas que por mais que a vida seja uma merda continuam do mesmo jeito que sempre mostraram ser, se emburradas, emburradas, se tristes, tristes, se alegres, alegres, enfim pessoas honestas e simples. Chris é uma dessas pessoas que nunca mudam de personalidade, as coisas estejam boas ou ruins, e olha, na vida do cara só acontece desgraça.

E além de Chris ser uma dessas pessoas, ele é uma pessoa engraçada. Engraçado também é perceber como os realizadores vieram trabalhando o personagem até um pequeno, rápido e seco prelúdio de quem Chris realmente é, n’um episódio onde estão todos deprês e preocupados com suas existências e relações, Chris só se espantava com as bolhas que saiam de sua cerveja. É fantástico como esse prelúdio foi colocado de forma genial no tempo exato que deveria ter sido colocado. A partir dai, quando começa o seu episódio, já sabemos quem Chris é e como age com o mundo a sua volta, de forma simples e uniforma, sem querer arranjar problemas ou tristezas para atrapalhar, tendo pílulas e bebidas a vida é foda.

Mas encontra com Jal que o faz, junto a ela, fazer um desafio igualitário, ele para de dizer “fuck it” pra tudo e ela para de dizer “não”. Isso não da nenhuma pinta do que viria a seguir e que transforma toda a vida/trama de Chris muito mais chamativa e simpática (do que já era heim). E com essa aposta feita como uma brincadeira que ambos levam a sério a vida de Chris entra em seus eixos, ainda mais depois de ser expulso da escola e do dormitório provisório disponibilizado por esta.

E durante uma festa onde Chris esclarece o desafio para Jal e Cassie mostra a todos que Sid e Michelle estão se “fodendo”, que Chris se depara com a mulher que é Jalanda. E após saírem da festa por causa da tensão que Cassie causou algo rola entre Chris e Jal e ambos se embasbacam com o ocorrido e mesmo assim sabem que devia ter acontecido. Logo após isso e de ter tentado uma gama de diversos empregos onde nenhum deu certo por sua causa, Chris se endireita a pedido de Jal e corre atrás de um emprego que realmente valha a pena, e consegue!

Mas nos aproximamos do final e tudo da errado, com Chris sendo demitido e novamente expulso de seu “novo Flat”, agora com Cassie de parceira sem teto, que Jal descobre que está grávida e que talvez ame de verdade esse “desgraçado” descontraído. E n’um momento narrativamente lindo vemos que o novo Chirs, o mais responsável está nos eixos e mostra que ama Jal, ela compreende, e terminamos com o novo Chris em busca de mais um sustento. Porque mesmo com o pai o abandonando, seu irmão morrendo e sua mãe desaparecendo o que importa para ele são os amigos e o que eles significam pra ele, por isso correr atrás de empregos após ser expulso da escola não é nada, se for pra continuar a ver e conviver com pessoas que ele gosta e ama. Por que ser simples e sem grandes pensamentos pode ser muito mais bonito do que pessoas que se autopunem só porque um de seus relacionamentos tomou outro rumo.

5/5

Episódio 6 – Tony

Simples e direto, tudo no episódio é um sonho de Tony, cheio de símbolos e significados que medem a vida do rapaz. Com um toque leve de surrealismo e uma garota muito linda e gostosa, o episódio se mantém na curiosidade que o público forma pelos personagens que cercam Tony durante todo o tempo.

Um general cheio de cicatrizes e que não fala coisa com coisa, um professor, notem é o mesmo ator que faz o general, que é depressivo e joga suas depressões para os outros, dois orientadores que mantêm uma mente igualitária e sem grandes acontecimentos, dois maconheiros e uma garota muito, muito linda.

Cada um tem um significado/sentido ao ser inserido no mundo dos sonhos de Tony. Cada um é uma parte de Tony, os orientadores são sua parte que insiste em se manter igual e sem grandes idéias, o general é uma parte do que o acidente causou a Tony junto do professor que intera a parte doente do garoto. Os maconheiros são o seu “eu’ zen e a garota é o seu “despertador” para o mundo real, é a sua parte que pede para que ele melhore, é a parte que não deixou o acidente danificá-lo por inteiro.

Então, após entrar em conflito com tudo e foder com sua melhor parte (no sentido literário), Tony acorda para o mundo e descobre que está tudo errado e deve ser posto de volta aos eixos, mesmo que não faça sentido.

5/5

Episódio 7 – Effy

Simples e importante, episódio traça um paralelo importante para os destinos de Sid, Cassie, Michelle e Tony. Por isso intitularam de Effy, pois ela é o eixo entre todos eles, é ela quem recebe a missão de salvar as vidas amorosas dessas quatro pessoas depressivas e suicidas em potencial.

Tony não consegue falar com Michelle que tem medo de atender seus telefonemas. Sid não consegue arrumar a merda que fez com seu melhor amigo e consegue apenas umas desculpas sem muito significado. E Effy acaba de se tornar a dona de casa provisória e tem um trabalho impossível de artes para entregar. Então como Effy sempre foi a mais esperta da série decide unir o útil ao agradável e chantagear Sid a desenhar pra ela enquanto ela arruma as cagadas que todos fizeram. Sid concorda e o primeiro alvo da salvação de Effy acaba sendo a Cassie, que está como o Sid diz em determinado momento “faz sexo com qualquer coisa que se meche”, e de primeira, Effy vê que não vai surtir efeito apenas falar que Sid se desculpa e parte para outro plano.

Pra não revelar muito, mais um plano entra em ação e Effy arquiteta toda uma volta dos casais sem que eles percebam, o que é genial, com ritmo maravilhoso e momentos eternos como Sid indo atrás de Cassie e Chris falando cada besteira que só da pra rir daquele merda mesmo, o episódio é mais um de qualidade da segunda temporada e traz junto com ele uma das personagens posteriores que estariam na terceira temporada. Pandora, menina inocente mas que entra na loucura ao conhecer Effy já é quase 100% trabalhada neste capítulo.

5/5

Episódio 8 – Jal

Abrindo a trinca dos episódios mais complexos de Skins, esse episódio traz, talvez o maior peso dramático de toda a série. Pra começar, todos temos que nos colocar na situação da Jal, está grávida, seu pai é um bruto que não dá a atenção que necessita a uma moça, sua mãe fugiu, tem que dar tudo de si para entrar pra uma das melhores escolas de música, os testes finais da escola se aproximam e ela tem que estudar mais ainda, e ainda não sabe se aborta ou não o bebê, isso sem falar que ela não sabe pra quem contar que está grávida.

Ai, de uma hora pra outra tudo ainda piora, pois decide contar para o pai que está grávida. A brutalidade do homem aflora, e ela tenta contar para a melhor amiga que só liga pros exames finais, daí sua mãe chega e piora ainda mais o nível de tristeza que a menina sentia, mas com toda força do mundo, ela expulsa a mulher de sua casa, com todo rancor possível. E toda angústia aumenta quando Cass tenta avisar Jal para não manter segredos com seu par, o que não seria necessariamente um dever de Jal contar a Chris que está grávida, mas sim, Chris contar algo que esconde, o que Jal não entende de início.

Os exames chegam, a audiência pra escola de música também, Chris tenta contar seu segredo, Jal tenta ir para a aula, para evitar contar o dela, os irmãos de Jal são carinhosos e permanecem a seu lado o tempo todo, ela faz a audiência, chega na casa e Chris está no hospital, quase morreu, Cass diz que viu sangue de suas orelhas, que não sabia o que fazer. Jal descobre que Chris tem a mesma doença que matou seu irmão. Chris não consegue entender que Jal está grávida. Ninguém entende Jal, ela não sabe se fica com o bebê ou não, tudo complica, nada se resolve, e a desgraça só toma conta.

5/5

Episódio 9 – Cassie

A mais confusa de todos os “skins” está com tudo organizado pela primeira vez. Mas será que é por muito tempo? Pessoas confusas de mais não conseguem viver sem problemas, e por mais triste que possa parecer, necessitam de novidades para se firmarem no cenário em que convivem, o que nos remete a Cass, que enfim está com Sid e com os amigos que tanto ama, mas não dá, ou era isso pra sempre ou uma mudança rápida para ela poder se sentir melhor consigo mesma. Uma parte sua queria muito permanecer no mesmo estado que estava, mas com a morte de Chris na sua frente, Cass não aguenta essa parte e a parte que tanto necessita de problemas toma conta e a carrega para N.Y.

Poisé, a morte de Chris já acontece logo nesse episódio, não consigo nem narra direito os fatos, pois é um dos momentos mais tocantes do mundo pra mim, ver um dos melhores personagens já escritos pra uma série televisiva morrer em cima de vomito misturado com sangue por apenas tentar lembrar o nome da namorada. E mesmo o episódio sendo da Cassie, toda a abertura é concedida a Chris em seu estado de recuperação pós-operatório, com todos os seus amigos ao seu lado, e é claro, cada um demonstrando um jeito diferente de cuidar do amigo, seja a Cassie lendo um livro para ela indo até o Anwar comendo suas uvas. E logo após, aparentemente, se recuperar e depois de uma confusão envolvendo Cass, Michelle e um jantar com baunilha de Sid, Chris descobre que Jal está grávida.

E como sempre, mesmo estando na pior por saber que praticamente está morto, Chris ainda fuma uma maconhinha básica com Cass e se divertem por uma noite inteira, Cass “rouba” até uma camisa de macaco para ele, isso tudo após Cass fazer o teste na escola, e isso inclui um momento nonsense onde temos uma diretora e seu vice dançando música disco com uma aluna. E tudo no episodio estava engraçado, até mesmo os momentos tensos com diálogos impagáveis e as deixas clássicas de Chris levavam um rumo diferente até o garoto esquecer o nome de Jal e se afogar em sangue e vômito em sua própria cama. E logo ali, de manhã, sua mãe se encontrara com Cass e revela de forma tocante como não aguenta mais perder seus filhos.

Cass se amedronta e seu lado problema, como ela mesma fala que não tem explicação, estoura e a manda direto para N.Y, onde começa a perceber o que é ser adulta, e começa a ter que se virar, mas por sorte encontra duas pessoas maravilhosas no caminho, onde uma delas lhe concede até um lugar pra ficar até “o que ela tiver passando acabar”. Então, antes de todos os jovens skins, Cassie começa a se firmar como um adulto e deixa todos pra trás, com medo e com um complexo de viver em desgraça que lhe é natural. Episódio complexo como qualquer um da Cassie, mas com um peso até mais leve (ou não), por conter personagens mais carismáticos e humor inteligente, fora que temos um debate rápido, porém genial, sobre poder entre Cass e outra provável suicida. E Cass acaba parando em lugar nenhum, com ninguém que conhece e com apenas medo consigo mesma.

5/5

Episódio 10 – Finale

Como começar a falar sobre um episódio que se intitula “finale”? Além de cortar o coração me faz lembrar toda uma espécie de vida, onde duas temporadas se passaram e eu vi e acompanhei a vida desses caras e dessas meninas que podem tanto ser eu como você, cheios de defeitos, cheios de dúvidas, humanos acima de tudo e sempre eles mesmos. Jovens que fumam maconha, que vão pra balada e tomam comprimidos que nem sabem o nome, que não são ricos (pelo menos a maioria) e que sempre estão unidos acima de tudo, uma amizade incrível e que por mais que tenha problemas sempre esteve presente na série toda. E é isso que move a série, a amizade destes indivíduos, mesmo um deles sendo mulçumano ou outro homossexual, nada esteve errado, sempre passaram por cima dos problemas (algumas vezes com dificuldades é claro) e sempre tentaram manter o que há de melhor, o companheirismo. Mas chega de comentários piegas de minha parte e vamos falar do episódio.

Acabou, a escola, a desobediência, todos têm que esperar suas notas para ver se serão aceitos nas suas respectivas faculdades ou não. Michelle não vai para a mesma que o Tony, como Anwar não sabe se tem notas boas o bastante para ir para alguma faculdade. Maxxie ta dando foda-se para a vida e quer ir para Londres. Chris não sabe o que quer, a não ser Cassie que o abandonou novamente. Anwar é o mais confuso e quebra um pacto de ver as notas só após o enterro de Chris, acaba descobrindo que não tirou notas necessárias para ir a nenhuma faculdade.

O pai de Chris, que nunca esteve presente decide enterrar o filho desejando que os amigos do menino não fossem a cerimônia. O que desencadeia uma série de acontecimentos divertidos e assustadores de humor negro, como um assalto a um caixão, o do Cris pra ser mais exato em frente a casa do pai dele, envolve até uma perseguição pelas ruas da cidade que culmina em uma bronca das meninas que faz com que os meninos devolva o caixão. O momento do enterro é clássico, com Jal proferindo as palavras que Chris realmente gostaria de ouvir, mesmo que estando de longe, todos prestam a homenagem devida, sem ir de terno ou roupa preta, mostram como Chris realmente gostaria de seu enterro, e não com um padre falando o mesmo que fala pra todo mundo e um pai com uma família hipócrita que nunca amou seu filho.

Após isso , todos abrem os pacotes com suas notas, descobrem seus futuros, e começam a traçá-los conforme o seu gosto, mas Chris recebe um presente de Tony, que o leva ao aeroporto e lhe manda para N.Y, para correr atrás da única coisa que o menino ama, Cassie. E em uma despedida emocionante, todos começam a traçar um destino adulto, e enfim somos mostrados ao famoso “wild word” de Chris, mas no fim, talvez, tudo dê certo, afinal, se não arriscarmos e dermos o primeiro passo, talvez fiquemos parados pra sempre.

E após os créditos, a angústia aperta, pois além de ser o fim de mais uma temporada, é o fim de uma geração inteira, que alcançou a perfeição nessa segunda temporada e acaba tendo que acabar, afinal, tudo se renova, e nós temos que perceber sempre isso. Sem mencionar, que acabar uma série dessas com mgmt foi uma das coisas mais geniais que já vi.

5/5

Nota total da segunda temporada:

5/5

de Igor Frederico


7 Respostas para “Skins – Segunda Temporada”

  1. beatriz disse

    ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei sobre skins!
    mt mt mt mt mt bom mesmo *-*

  2. Jhonathan disse

    Cara, o melhor poste sobre skins que li até hoje. Mandou muito bem :)

    Saudade da ousadia dessa primeira geração

  3. Lut. disse

    Nossa realmente ficou de mais esse post !
    skins sempre o/

  4. Mário disse

    No comentário do último episódio, vc só “trocou as bolas” ao confurndir ‘Sid’ com ‘Chris’.
    Tirando isso, realmente, como já comentaram… o melhor post sobre skins que li².
    Obrigado!

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