Holocausto Canibal
17/04/2010
Cannibal Holocaust, 1980 – Direção: Ruggero Deodato – Elenco: Robert Kerman, Francesca Ciardi, Salvatore Basile.
Uma obra-prima, chocante e reveladora, além de um grandioso estudo de cinema, seja na forma eficaz como é controlado o ritmo do filme, seja na capacidade de Deodato em extrair as melhores tomadas pontuadas por uma Trilha Sonora não mais que perfeita. Um filme infernal, polêmico e fascinante. Filme único, crítico e corajoso, ao mesmo tempo em que acaba quase que tornando-se auto-crítico.
A história acompanha um professor da Universidade de Nova York que vai até a Amazônia tentar entender o que aconteceu com um trio de aventureiros que buscavam produzir um documentário sobre índios canibais da região. O revelado surpreende e faz com que o professor descubra uma realidade não tão interessante sobre como é a relação homem/indígena.
Recuperando as fitas que haviam sido produzidas pelos documentaristas, pouco a pouco, o professor e nós, ressignificamos o que é certo e o que é errado no filme. O tom ousado, com cenas absurdas pra qualquer outro filme produzido com seriedade no cinema, choca, mas não tanto quanto o homem é capaz de fazer. Deodato julga também a si mesmo nesse processo, como se fizesse aquilo pra dizer o quão ambicioso também estava sendo, ou não, se pensarmos no tom respeitoso como o professor começa e acaba mais ainda a relacionar-se com os índios.
A sonoplastia pesada do filme muito se aproxima de outros filmes de terror italiano, nesse sentido, os sons ganham um destaque maior do que aquele dado por Herzog em Aguierre. A forma que intercala partes do documentário, com cenas já em Nova York, quando da análise das fitas, impõe ao filme um ritmo consistente ao mesmo tempo que abre a oportunidade reflexão sobre o que é ético ou não no âmbito da divulgação de produções audio-visuais.
No fim, parece que o montante de barbaridades e cenas ousadas de Holocausto Canibal se justificam pelo teor crítico de sua mensagem. Algo atemporal, enfim.
5/5
Por: Allan Kardec

filmão, mesmo.
porra, parece ser bom de mais heim..
Dizer que é obra-prima é uma questão bem pessoal, é um definitivo filme ame o odeie, possui uma cena marcante aliada a trilha sonora que se sobressai acima de todas as outras vistas ao longo da película, é inevitável não se sentir mal quando o filme termina.
Um dos meus filmes de cabeceira…
eu ouvi você comentando sobre ele outro dia, tem como me arrumar?
minha sogra morreu alquem quer vir almoçasar aqui em casa??