Incrível o poder de fascinação dos finais de filme de Abel Ferrara. Aqui, em Driller Killer, um de seus primeiros trabalhos, conduzido de uma forma amadora – é impagável a canastrice do jovem Ferrara como protagonista de seu filme -, temos um gore, com sonoplastia pesada, que efetua uma ácida reflexão sobre o poder corrozivo da sociedade em uma megalópole (algo corrente nos filmes do diretor). O final, paga as poucas falhas do longa, é a cena melhor executada:O protagonista, o pintor endividado Reno (interpretado por Ferrara), chuta o pau da barraca de vez,vingando-se daquelas pessoas que o desprezaram – o dinheiro tem uma relação fortíssima nesse sentido, tal como em New Rose Hotel.

Por: Allan Kardec

Tocante do início ao fim, com significados amplos a cada um que assista, o novo Jonze se prova obra-prima nos momentos antes do final, mas quando chega esse momento e a despedida dos monstros começa e em um ritual e culmina no perdão de Carol, tudo fica lindo e trilha nos sacaneia, trazendo só emoção e lágrimas intermináveis até a chegada do menino em casa e sua mãe triste e preocupada, as lágrimas não param nem depois da subida dos créditos, genial, bonito, poderoso, belo, enfim, tudo que uma obra-prima é…

de Igor Frederico


E até a metade do filme eu estava achando uma merda sem tamanho. Pelo fato de ser chato essa metade toda, tá que um dos irmãos aparece e se corta pra eles, um sujeito bizarro que deixa o filme mais tenso em seu início, só que depois voltamos pra chatisse.

Até chegarmos a última meia hora e dai pra frente se tornar um dos momentos finais que mais gostei de ver em toda minha vida. Os momentos tensos se agravam depois que Leatherface arregaça o irmão de Sally no meio. Todos os amigos da garota já mortos e provavelmente bem “repartidos” e ela acaba obrigada a lutar de todas as formas que pode pela sua vida se jogando de janelas, correndo pela mata e por ai vai.

A cena do jantar/tortura vai ficar eterna. O velho/zumbi chupando o dedo da moça com as outras aberrações se divertindo, as marteladas lentas que obrigam ela a levar na cabeça, as facadas que a garota leva quando consegue escapar até achar um motorista de caminhão que a “salva” por assim dizer, até que Leatherface a alcance e ferre tudo. Mas a garota foge, coma cabeça estourada, as costas furadas, o dedo chupado e o pesadelo que teve e tivemos com ela quase que estando lá pela realidade documental que Hooper nos concede com suas imagens.

O que fica são momentos tensos e inesquecivelmente insanos, numa das melhores “meia hora” final de um filme que eu já tenha visto.

de Igor Frederico

O final da biografia chatíssima dirigida por Richard Attenborough é poderoso, esperto e tocante. Se não fosse minha mãe do lado assistindo o filme comigo, eu teria me desmanchado em lágrimas. Chaplin sendo homenageado no Oscar com uma retrospectiva de todos os seus mais famosos filmes é de tocar qualquer um que ame o cinema ou Chaplin.

O significado profundo por trás da cena d’O garoto faz qualquer um chorar após ver a biografia. Quem viu entende o que estou falando. A luta do vagabundo para recuperar o garoto é tão bonita que, escolhida por Attenborough pra ficar mais tempo em tela, me fez desmanchar e creio que fará qualquer um que veja a biografia, chata, mas tocante nesse final.

Estreando o Finais intensos, que de certa forma já havia acontecido com Amantes aqui no blog, é um quadro em que vou comentar sobre finais ou passagens memóraveis que se ligam a este, e é um comentário meio desconexo sem falar muito sobre toda a trama, servirá mais pra quem viu o filme, mas pra quem não viu também é uma curiosidade legal, pois tentarei o mínimo dar spoilers de forma que falarei mais por meio de metáforas, espero. Hoje vou falar sobre Blow up.

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E temos o final do Caralho de Blow up onde o protagonista se questiona vendo um jogo de nada, se viu algo realmente ou não viu nada de fato. A metáfora do jogo onde os mímicos jogam tênis sem bolinha e o personagem acompanha é tão significativa que não tem nem como explicar, so ver. O melhor é o último plano com o personagem desolado em meio ao nada. FODA!

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