Lost 6×08
24/03/2010
Bom, o frescor voltou, e em grande estilo com o episódio de Sawyer. Pra começar, o cara na outra realidade é um policial, poisé um policial! E pra terminar, temos uma série de acontecimentos de fazer levantar da cadeira, como um Locke tirando a Claire de cima da Kate sem nenhum esforço, enquanto Sayid não fazia nada e continuava com olhar besta no ar. Tem também, o Miles de parceiro do Sawyer na outra realidade e um reencontro do ex-golpista com Kate (reencontro depois dele deixar Kate fugir do aeroporto).
Mas o melhor do episódio (pra mim pelo menos) foi ver a fumaça preta sobre todos os ângulos, como líder, filho e amigo. Mas o mais impressionante é ele se abrir como filho, quando dialoga com Kate e explica que Claire está “maluca” e que a mãe dele também era maluca e o deixou com uma série de traumas, dos quais ele ainda tenta se recuperar (!)
E ainda tem Widmore confiando em Sawyer e Sawyer fazendo Locke confiar nele, quando na verdade só quer fugir com Kate e que foda-se todo mundo. E ainda, alguma coisa misteriosa, e ao que parece perigosa presa no submarino, do qual Sawyer não obteve respostas (e muito menos agente né). Portanto, além de revermos Charllot (ai, a Charllot S2) na realidade alternativa dando um pé na bunda de James, ainda temos uma referência meio curiosa no começo do episódio, quando ele fala “LaFleour” e chama todos os policiais para prenderem uma mulher de golpista.
5/5
de Igor Frederico
Lost 6×07
23/03/2010
Depois da chatura que foi o sexto episódio e a desanimada que deu na galera (pelo menos na galera que conheço) resolvi dar um tempinho e não ver o sétimo de imediato. Portanto, já ate lançaram o oitavo e só hoje fui ver esse sétimo episódio, que seria do Charlie se não estivesse morto, portanto passando o bastão para Benjamim Linus. E como todo passado desse grande personagem já foi construído, só poderia sobrar uma realidade alternativa para que nós soubéssemos como seria Ben fora da ilha. E é até de se impressionar que o pai doente de Ben mencione que ambos estiveram na ilha de fato, pela iniciativa DHARMA, mas acabaram desistindo e voltaram para ter uma vida normal e cheia de desgraças e conformismo.
E novamente, como no episódio passado, não temos segredos maiores revelados e a angústia só aumenta junto coma raiva. Talvez a dedução de Jack esteja certa, e eles realmente não possam morrer (quando me refiro a “eles” cito os “tocados pelos Jacob” ou os “candidatos”). Mas a revelação maior fica justamente nos momentos onde vemos Jack, Hugo e Richard no Rocha negra, onde de cara descobrimos, pelo próprio Richard que ele é “nativo” do navio e que só retorna a este ali naquele momento. E durante uma das loucuras de liderança de Jack, o próprio Richard, após pedir (cheio de desespero. é verdade) que o matassem parece se assustar ao descobrir que nem ele ou qualquer outro tocado por Jacob pode morrer, ha e é claro, também nos revela que quem é tocado por Jacob não envelhecesse, e meus amigos, nesse caso temos Jack, os Kwon, Kate, Sawyer e Hugo que foram tocados e acho que não vão curtir viver uma eternidade não.
Mas isso fica bem claro em não ser um segredo revelador da própria mitologia da ilha, e sim de Jacob, qe tem super poderes e tal. Mas o mais estranho foi a fumaça preta falando para Ben que ele deveria ficar e liderar a ilha em sua ausência (parece que a ilha é muito carente e sempre precisa de alguém liderando-a). Mas então podemos deduzir uma loucura como essa: Se todos os “candidatos” foram tocados por Jacob, e Jacob parece estar ali na ilha a milhões de anos e nunca parece velho, podemos chegar a concluir que alguém antes de Jacob o tocou e mais um monte de gente para que eles ficassem ali até um deles ser o candidato certo, nesse caso Jacob, e liderasse a ilha ate sabe-se lá o que o outro líder faria de sua vida.
Até ai, o episódio ta maravilhoso, afinal, me fez voltar a especular elementos malucos. Mas tudo decai diante do centro, que é Ben. O episódio, em tese, é dele, mas não funciona perfeitamente, já que na outra realidade e até nessa temos as possíveis redenções do personagem, o que em muitos momentos se torna forçoso e desanima um pouco, mas nada de muito desanimador como no sexto episódio. E aí, no fim temos uma espécie de flashback de um episódio de uma temporada passada, onde os personagens chegavam e um deles ficava meio que atrás dos outros que matavam a saudade , tudo em câmera lenta, até um submarino, com Charles Widmore aparecer e estragar todo o barato fazendo os “LOST” aparecer e os créditos começarem.
4/5
de Igor Frederico
E quando o final chega, o que fazer?
22/03/2010
Nada, a não ser ficar triste, e muito. Posso ser fã de cinema e até mesmo de tele seriados americanos, e muitos me esculacham, porque, de todos os milhões de tele seriados o meu preferido sempre é “THE O.C”. Mas não dá pra dar ouvidos a amigos ou pessoas intelectuais e frias, a única coisa que se ouve ao ver a série que mais te faz bem, que mais te emociona e que mais te faz sentir vivo é a sua própria voz repetindo incansavelmente a cada episódio que passa “essa é a melhor série do mundo!”.
E aí, você vê e revê todos os episódios que marcaram sua vida (por mais absurdo que pareça), e sim, você se lembra que na mesma época que começou a passar o programa você não era de fazer amizades, e acabou deixando se levar e começou a abrir o seu círculo social durante a quinta série, e que grande coincidência! Justamente a série que Seth Cohen se apaixonou por Summer Roberts.
E quando você começa a assistir pela primeira vez ao último capítulo do “algo” mais próximo que você teve de você durante toda sua vida você nem sabe o que pensar, e logicamente não pensa em nada, apenas assiste ao fatídico episódio e, ao final, deixa escorrer lágrimas que nem um bobão, mesmo que nos minutos finais o episódio se assemelhe mais com uma novela global do que com todo o resto do show. Mas as lágrimas são as primeiras respostas ao que você não conseguia falar ao começar a ver o episódio, e é justamente nessas lágrimas que você começa a compreender que não tem mais e muito menos volta, e que o criador continuará a fazer séries adolescentes, mas que nenhuma chegará ao nível da que você tanto ama, ou que tanto marcou sua vida, mesmo que na dualidade do ver/fazer.
Mas passam-se anos desde sua quinta série e você termina o ensino médio e decide rever as temporadas, e por mais impressionante que pareça tudo faz ainda mais sentido, especialmente as duas últimas, que dizem ainda mais sobre o momento que você está passando do que as outras, que significavam mais na época escolar. E após ver o quarteto de amigos se formar e pegar o diploma, você se depara com sua formatura de verdade, e mesmo que não tenha mais três grandes amigos como os da série, ou muito menos uma formatura tão grandiosa, você se anima e se emociona, e percebe, que por mais que queira, sua vida não vai ser idêntica ao do tele seriado, mesmo que você seja tão parecido com um fulano nerd que conquistou a nojentinha da cidade.
Mas aí você começa a rever a última temporada, após dois anos da primeira visita, e você se depara com garotos e garotas totalmente perdidos, que terminaram o ensino médio, mas anda não estão nas faculdades que passaram, e uns arranjam empregos, outros começam a se descobrir realmente e o resto começa a entender como o terminará tudo. E aí, nesse segundo dia fatídico, um domingo a noite, após todos irem pra cama e te deixarem coma TV, você senta no sofá, mas logo desce para o chão, para se sentir mais perto dos seus personagens preferidos. E ao ver que a série termina exatamente como começou, desta vez você está preparado e não chora. Mas sente muito mais como os personagens, de fato, se sentem e se emociona, mesmo que não caiam lágrimas, mesmo sem ninguém olhar. Mas aí, você só sabe que tem quatro temporadas perfeitas, que marcaram sua vida, que fizeram você perceber que ir pra escola e ser um Seth poderia ser mais legal se tivesse um amigo pra compartilhar as coisas, ou te fez perceber que muitas vezes é preciso usar da força (como um todo) para se mostrar a todos, como o próprio Ryan mostrou, e também aprende que viver a vida de forma maluca e se embebedando pode ser apenas uma fase de autopiedade, e que ser esnobe pode ser culpa da sociedade que não lhe permite ser quem você é, e que algumas pessoas mudam, mesmo que pra isso tenham que abrigar um delinquente juvenil em casa.
Mas após tudo que passamos juntos, mesmo sabendo que só podemos rever e rever apenas quatro temporadas, o que fica é muito mais importante do que qualquer revisada ou qualquer conversa com amigos, afinal de contas, seu melhor amigo é e sempre será “THE O.C”.
nota das temporadas:
1ª temporada: 5/5
2ª temporada: 5/5
3ª temporada: 5/5
4ª temporada: 5/5
de Igor Frederico
Lost 6×06
10/03/2010
Nem tem muito o que falar sobre o episódio mais desinteressante de toda temporada até agora. Traz Sayid como centro por causa da linearidade da primeira temporada e só mostra momentos tediosos e que não acrescentam nada aos mistérios que até o episódio anterior pareciam estar sendo cada vez mais desvendados com o passar de cada episódio.
No mais, só vale pelo massacre que a fumaça preta ou “anti-Jacob” causa nos momentos finais e por aliar-se a mais uma pessoa “estranhamente” violenta, neste caso, Sayid. Que em seus momentos n’outra dimensão onde o avião pousa vive de tédio até que no fim conhece Jim e mata uma porrada de gente forte. Fora isso, chatasso esse episódio aê.
2/5
de Igor Frederico
Lost 6×05
27/02/2010
E tudo fica cada vez mais maluco e por consequencia, mais inaceitável ou o termo exato, embora errôneo, tosco. Mas tudo, como o próprio Damon Lindelof já disse, encaminhará pra algo que muito acharão “ridículo’ e por consequência, abandonaram a série. E nesse episódio cinco da última temporada de Lost, o que faz esse tipo de afirmação dos criadores criar vida fixa está presente em um Farol que da ilha, conseguia ver em qualquer lugar do mundo qualquer casa, dependendo das coordenadas. É a única “coisa” que foge do real fixo e argumentado pelos criadores da serie, mas tem todo um porque e uma explicação, que sim, continua cabível, e eu não vejo nada de absurdo em conseguir vigiar quem quiser da ilha, afinal tem até pessoas feitas de fumaça ou sei lá mais o quê.
Seguindo a recapitulação de sempre da primeira temporada, o episódio cinco também trata da vida de Jack, e como no caso não temos mais flashbacks, o que temos é a vida dele na realidade alternativa. E nesta, Jack tem um filho (não consegui deduzir com quem, mas provavelmente com a moça da coluna quebrada de sempre). O embate entre ele e o filho nos remete a uma nostalgia ainda fresca sobre toda relação que Jack tinha com seu pai e mostra que, por mais que ele sempre quis ser diferente do pai, acaba, aparentemente, sendo idêntico. Mas no fim das contas Jack vê seu filho tocar piano em uma audição onde até o Chefe do templo se encontra e da força para o próprio filho, para também tocar na mesma noite, e é claro, tem um contato rápido com Jack (ainda não consigo saber porque que até na realidade alternativa todos se encontram de alguma maneira).
E os mistérios ainda consistem em Claire, “evil Locke”,os números e Jacob. Após descobrimos a importância e o porquê de cada um deles provavelmente desvendaremos o grande mistério. Se descobrirmos o porquê de Claire estar selvagem e ainda sem saber onde Aaron esta, e o porque dela estar com “algo maligno” dentro dela, ou o que é esse “algo”, o que já revelaria muita coisa sobre Sayid e sobre o templo. Se descobrirmos o porque de “evil Locke” odiar Jacob e aparentemente o povo do templo, já seria meio caminho andado, se descobrirmos o porque de Jacob usar um farol para vigiar todos os passageiros do vôo Oceanic 815, que ao que parece, desde sempre foram escolhidos para serem um “Candidato” de sabe-se lá o que, que provavelmente deveria ficar no lugar de Jacob e “cuidar” da ilha. Mas já que Jack em um ataque de fúria destroçou os espelhos que apontavam para as casas dos passageiros, no caso de Jack, se posicionar o espelho na engrenagem para o número 23.
E pelo menos até aqui, acho que o mistério dos números se encerra, e define tudo como sendo apenas uma espécie de medição, em graus talvez, para apontar ou já estava esquematizado, para apenas vigiar o destino de cada um dos “Candidatos”. E quem é Jacob pra fazer todos irem até ele so para cumprirem algo de que nunca souberam ou quiseram?
5/5
de Igor Frederico
Lost 6×04
19/02/2010
Seguindo a risca o prometido, o quarto episódio da última temporada traz como centro John Locke, assim como na primeira temporada. E de certa forma se torna um dos episódios mais curiosos e excitante dessa temporada por contrastar a vida de Locke após o pouso do avião e o mundo que não tínhamos conhecido, o mundo da figura que está no corpo de Locke ou pelo menos com sua forma. Não descobrimos muitas coisas, mas ganhamos muitas pistas para conseguimos a resolução final.
O “Evil Locke” ou inimigo do Jacob é a persona mais misteriosa de toda a ilha, e por isso se torna a mais interessante, sim pelo menos eu acho ele mais interessante que Jacob. Nós não sabemos por que, mas ele aparentemente estava preso e o que também aparentemente parece continuar acontecer, porque mesmo na forma de Locke ele continua como “monstro de fumaça” ou será que essa é a real forma dele? (duvido muito), E isso é o mais improvável, pois como ele mesmo disse, já soube o que é sentir emoções e o que é amar alguém, será que esse alguém existiu mesmo ou ele estava só de zoação com Sawyer? Pois esse inimigo do Jacob parece ser mais parecido com Ben do que com o próprio Locke, por sempre parecer está manipulando as pessoas ou mentindo para elas. E como tem apenas Sawyer a seu lado, claramente há momentos em que mente para ele.
Contrastando com isso, temos a dimensão paralela e desgraçada de John Locke, se tivesse pousado em Los Angeles. Sua vida seria muito mais miserável do que era na ilha, John odeia a cadeira de rodas, é demitido e por incrível, e não sei como, que pareça ainda continua com a mulher que ama (o que não faz sentido, já que ela o largou antes dele pegar o avião, isso na terceira temporada se não me engano). Enfim, ao final do episódio temos Locke, aparentemente feliz e dando aula em uma escola onde um dos professores é Ben Linus, o que prova minha teoria de que todos os que eram importantes se encontrariam após o vôo, como Hugo também encontra Locke no episódio, e acaba ajudando-o e dando até uma lição de moral, coisa que só ouvia deste.
Mas as engrenagens misteriosas e chaves do episódio e nossas melhores pistas para solucionarmos enfim o problema mór, está em dois momentos: Evil Locke correndo atrás de um menino que o repreende e até parece que tem uma imagem amedrontadora para ele. E esse Evil Locke mostrando uma caverna misteriosa para Sawyer onde ele e Jack, Hugo, Locke, um dos Kwon e senti falta da Kate, mas o mais interessante e satisfatório nisso tudo é perceber que cada um tem um dos números “mágicos”, John é o 4, Sawyer o 15 e por ai vai. E já vemos uma penca de nomes riscados, e o Evil dá uma respos6ta para esses nomes bem fraca, o que provavelmente é mentira, mas também deixa claro e muito bem, uma verdade: ele quer sair da ilha e como anteriormente ele mesmo disse, quer voltar pra casa, pelo menos é pra isso que pegou Sawyer e pelo menos foi isso que ele disse.
E o mistério chave do episódio está em resolver ou descobrir quem é o garoto loiro que deixa o inimigo do Jacob com medo e impossibilitado? Será Jacob? Eu acho muito improvável, embora possível. E minha teoria desse episódio consiste em um Juiz, sim, nesse garoto ser uma espécie de Juiz, onde Jacob e seu inimigo fizeram uma aposta onde não poderiam interferir diretamente nas decisões dos passageiros da Oceanic e como qualquer aposta ou jogo ambos foram submetidos a supervisão de alguém, esse garoto, mas que obviamente não possui a forma de um menino. Pode parecer ridículo ou absurdo, mas com suas falas de “Conhece as regras. Não pode matá-lo.” eu só posso crer nesse absurdo, que pra mim, nem é ridículo.
5/5
de Igor Frederico
Lost 6×03
10/02/2010
Episódio de Kate remonta a ordem da primeira temporada, onde os dois primeiros episódios foram pilotos e o seguinte acabou sendo com flashbacks da procurada. Aqui como não há mas flashbacks ou flashfowards temos a nova dimensão sendo mostrada, e fantasticamente tudo parece ocorrer como ocorreria se os “losties” tivessem de fato caído na ilha. Kate, como na primeira temporada acaba se esbarrando com Claire e tudo as leva ao hospital, onde Claire descobre que o bebê quer nascer antes da hora e que pode prolongar o nascimento até o tempo normal, tudo dito por seu médico, Ethan, ou melhor dizendo nessa nova dimensão, Dr. Goodspeed.
Temos enfim, uma resposta, o porquê das injeções que Claire tomava quando Ethan a sequestrava. O que até deixa Aaron meio que sem muita importância como quase todos os fãs achavam que tinha (ainda pode ser, não dá pra descartar). Mas também temos muitas outras perguntas, como porque Ethan se chama Goodspeed (será um nome falso, será verdadeiro?), ou porquê Claire acaba conhecendo Kate, e porque o bebê continua a se chamar Aaron. Outras questão que de certa forma (especulativa) responde as questões coincidentes, como o porque de Kate conhecer Claire. Digamos que tudo isso ocorre pelos destinos dessas pessoas já estarem traçados antes da queda, e vendo Kate estar quase que no parto de Claire nos traz a ligação de Charlie morto no avião e sendo ressuscitado por Jack (como na primeira temporada), que também nos leva ao fato de Charlie já estar marcado pra morrer antes da queda.
Alternando0 com tudo isso temos o “new Sayid”, novo em folha com o ferimento a bala quase cicatrizado faz com que “os outros verdadeiros” o torturem em busca de algo. Sawyer foge e Kate vai atrás (pra variar é claro). Jack tem que dar uma pílula a Sayid porque o chefe dos outros diz que ele esta com uma espécie de “infecção” ou ao que a tradução mais se assemelha. Jack é menino mau e não dá a Sayid a pílula e a engula na frente do chefe dos outros, que lhe faz cospi-la, descobrindo que há veneno nela, daí ele explica para Jack que tudo que tem na pílula é veneno e que se Sayid não morrer algo novo que está dentro dele vai se apoderar de vez de seu corpo, não lhe deixando nenhuma espécie de volta, segundo ele, o mesmo que aconteceu coma irmã de Jack (Claire pra quem ainda não sabe).
Acaba-se mais um episódio com Claire descabelada e armada observando Jin que fogia. Agora, porque Claire só apareceu agora? Porque ela esta com algo que aparentemente é maligno e também esta em Sayid? E se só entrou em Sayid depois que morreu, será que Claire também morreu e por isso desapareceu possuída por algo? Será que há espíritos na ilha e até mesmo no templo que possuem os mortos? Ou só corpos selecionados, das pessoas mais importantes? Que importância essas pessoas tem? É, uma resposta (e olha que a das agulhas é até merreca) pra ganhar esse monte de perguntas valeu mesmo a pena? Espero que no próximo eles nos deixem mais calmos do que aflitos, como estou ainda.
de Igor Frederico
Meu Primeiro contato com Khan
07/02/2010
Uma série de eventos que conspiraram contra mim, me levaram a não ver o clássico episódio Space Seed, onde o mítico personagem Khan aparece pela primeira vez, tendo retorno alguns anos depois no segundo filme da eterna série.
Khan:[...] Outras coisas que duvido que compreenderia.
Kirk: Por quê? Porquê não sou um produto da engenharia genética?
Khan: Capitão, embora suas habilidades me intriguem, o senhor é inferior, mentalmente, fisicamente. Na verdade estou surpreso com o pouco aperfeiçoamento que houve na evolução humana. Houve um avanço técnico, mas os homens em si mudaram pouco. Sim parece que vamos nos dar bem no seu século capitão.
Kirk se levanta.
Khan: Tem alguma outra pergunta Capitão?
Kirk: Obrigado, já foram todas respondidas.
Pois é, além de estar intelectualmente certo em relação a evolução humana, Khan ainda calou a boca do Kirk, tem que ser muito macho pra isso, ou seja, Khan é foda pra caralho!
de Igor Frederico
Skins – Segunda Temporada
07/02/2010
A segunda temporada de Skins tem início de certo modo, um pouco depois dos acontecimentos do último capítulo da primeira. Pulam apenas os momentos pedantes que se fossem ao ar causariam de certo essa impressão, de Tony no hospital e nos jogam direto na trama com Tony já com problemas mentais e todos os personagens em crise.
Episódio 1 – Tony and Maxxie
Já que a trama começa um pouco distante dos últimos acontecimentos vistos na primeira temporada, somos jogados sem nenhum pudor no meio da trama já em decorrer, sem introduções desnecessárias. Mas logo vemos que Tony sofreu seqüelas do acidente e que está realmente desabilitado e “fora de si”, de certo modo.
O episódio tem nome duplo e o companheiro de Tony para o título é novamente Maxxie (que na primeira temporada dividiu o título com Anwar). Aqui acompanhamos bem mais de perto a vida de Maxxie e descobrimos que tem pais muito compreensivos e que não ligam para sua opção sexual, que tem amiguinhas taradas perto de sua casa e que, ao que parece, alguém tira fotos dele.
A duplicidade no titulo é proposital, pois aqui vemos que Tony está bem mais próximo de Maxxie após o acidente e que de certa maneira, é o único que consegue lembrar de algo (sua casa pra ser mais exato). Já Sid e Michelle estão no inferno. Michelle não quer acreditar no que ocorreu com Tony e sai beijando qualquer um que tenha língua. Sid está sofrendo por não poder ter Cassie aos seus braços e também não admite a si mesmo o que tenha acontecido a Tony. Já os demais “skins” estão neutros e divididos por quererem levar Tony a festas e serem proibidos pelos pais do garoto.
E há um peso gigantesco em cima dos pais de Tony que diz relação ao “novo” filho que agora eles possuem. Muito mais necessitado e disfuncional, Tony precisa de ajuda até para ir ao banheiro. O que torna a vida de sua família um paradigma mais adaptável.
Mas nem tudo é drama, e com um começo de temporada muito melhor do que a anterior o episódio demonstra ser equilibrado e menos extravagante. Contendo uma carga dramática já bem mais pesada que antes e contendo um humor que alterna os momentos tristes de forma inteligente e sarcástica, vide Effy usando o “novo” assento sanitário.
Sem momentos pedantes o primeiro episódio da segunda temporada mostra o drama de dois personagens distintos e as consequencias que cada um tem na vida de seus entes queridos sem nunca perder o bom humor e o ritmo utilizado inicialmente. Um episódio complexo, mas que se torna simples nas mãos dos realizadores fantásticos que são os de Skins.
5/5
Episódio 2 – Sketch
Chega hora de mudança e os realizadores decidem trazer uma nova personagem a tona: Sketch. Interessante que esse novo personagem permite um trabalho magnífico e profundo sobre sua personalidade e o seu “eu” real. Uma moça que é obcecada por Maxxie e que faz de tudo para parecer um menino. Uma menina que não está nem ai para outras pessoas, contanto que fique com Maxxie. Uma menina que tem uma mãe inválida e que foda-se ela também se quiser passar por cima de seu amor pelo garoto. Uma menina fria e cujo único objetivo no mundo é fazer com que Maxxie a ame.
E mais uma vez a segunda temporada supera a primeira com, não só um trabalho de personagem mais digno e centrado, mas também por estar tudo mais bem composto. Os momentos humorados, dessa vez quase todos contendo Chris, se aproximam do perfeito timing cômico e sempre alternam os momentos pesados, como no primeiro episódio.
Mas o que impressiona é mesmo Sketch, tanto a personagem como a atriz fazem desta uma persona repulsiva e antipática que nunca tenta ser bonitinha ou alegre para as pessoas, a não ser pra Maxxie. Mas depois de passar por momentos de desgraça decadente total vemos que além de ser perturbada, preza muito a vingança e se volta contra Maxxie indo dormir com Anwar, o que não surte muito efeito, a não ser na hora do sexo quando ela se excita ao ver a foto de Maxxie em cima do criado-mudo de Anwar.
É isso, o episódio mostra uma pessoa desgraçada que ta se fodendo pro mundo a sua volta, contanto que “a” pessoa a ame, tudo pode ir pro espaço, mesmo sua mãe.
5/5
Episódio 3 – Sid
Agora sim. O ápice dramático chegou. Acabou a embromação e a tristeza toma conta de tudo. Sid é o nerd da turma. Sid é o mais caldo, pode-se dizer. Sid é o mais apaixonado. Sid é o mais confuso. Sid é o mais triste.
O pai de Sid é confuso também. Tem um pai que o trata como merda e mesmo assim nunca o enfrentou. Sempre abaixando cabeça pro velho, o pai de Sid aguenta uma vida ouvindo merdas sobre ele. A única coisa que seu pai acha bom nele já não o pertence mais, sua esposa. E quando chegamos ao ápice da degradância surreal com um carro arrebentando a casa de Sid e saindo um Russo maluco batendo em tudo que é homem que sai da casa em busca de sua amada, o pai de Sid finalmente resolve parar de ser um bundão e manda o pai pro inferno.
Já Sid, ama Cassie de mais. E mesmo longe ainda mantém contato, todos os dias pela internet na esperança de vê-la e quem sabe convencê-la a voltar. Mas Cassie tem amigos e um dia Sid vê o que quer ver e acaba brigando com Cassie. Vê o que quer ver, pois tem uma mãe que não quer voltar pra casa, um pai que não consegue ajudá-lo com conselhos sobre mulheres, e amigos que não entendem o que ele passa. Literalmente está perdido num emaranhado existencial que inclui romances e família e que mistura tudo quando tem que aguentar ver seu pai ser humilhado. Ai briga com Cassie por nada da certo em sua vida. É tudo droga, os pais se separam e “ninguém nunca se ama de verdade”. Então como Cassie pode realmente amá-lo?
E depois de se aliviar, sei Pai sente o menor peso que já pode aguentar em suas costas. Nada tem importância, o que aguentou a vida toda foi reposto pela desagonizante maneira com que revelou a seu pai o que realmente sentia. Mas a felicidade às vezes é tão maligna, que sucumbe nosso corpo ao fim, por não poder suportar o que veio de fato e por avisar que “agente deveria ter feito isso antes”. Mas quando Sid desce as escadas vendo que a vida pode ser melhor como a de seu pai agora em diante, se depara com ele morto, com seu cigarro e bebida em mãos imóvel e com u sorriso no rosto. Seu Pai. Morto.
A única fuga é onde ele sempre se escondeu, na escola. Lá todos têm problemas, mas nunca os carregam. Lá ninguém se interessa por sua vida, nem mesmo seus amigos. Mas o que ele realmente fará com seu pai morto? Quem chamar? Ele agora está por conta própria, como todos nós temos que estar um dia. Mas como resolver isso? Porque seu pai morreu logo agora? Por que os acontecimentos de sua vida só o levam para desgraça? Tony o ajuda, mas já é tarde, tem que chamar alguém, e como ainda é um jovem, a primeira pessoa é sua mãe. E a segunda? Agora que está por sua conta, a mínima coisa que pode fazer é tentar buscar o amor e viver feliz. Então Cassie é seu alvo, não sabe como, mas tem que convencê-la de que errou e ela tem que amá-lo, se não realmente não conseguirá viver feliz.
Mas Cassie também percebe que pode não ter sido compreensiva e decide voltar. Os trens passam um pelo outro, Sid indo, Cassie vindo. Não tem como eles saberem, ou sentirem talvez, mas tem como perceberem que é melhor serem compreensivos do que precipitados nesse mundo que vivemos.
5/5
Episódio 4 – Michelle
Como gostar de um episódio da Michelle? Simples, amadureça a garota e a coloque em um paradigma existencial de sua vida amorosa e acrescente um pouco de humanismo a ela e menos futilidade e mexa com o mundo da série e terá uma obra-prima de episódio.
Michelle nunca me agradou, nunca até aqui. Da primeira a última cena ela é tratada como um “skin” merece e se mostra muito mais complexa do que a garota apenas fútil e que ama Tony, como seu episódio da primeira temporada mostrava. Ela ainda está chocada com o problema de Tony não se lembrar de nada deles e ainda o procura pra ver se realmente ele ainda vale a pena, afinal, ela realmente o ama. Mas não funciona e nas vésperas de seu aniversário se muda para um novo lar, onde sua mãe tenta mais um romance que de novo obviamente dará errado. Lá o seu novo padastro “sofisticado” e cheio de nove horas chama sua filha mimada e peituda (peituda *-*) para a casa nova, e demonstra ter uma relação muito bizarra com a menina.
Depois de uma série de desastres com a casa Michelle e os meninos marcam de acampar, claro que com a ajuda da “peituda” que convence todos os garotos cheios de hormônios e humanos a irem. Michelle muito puta pela garota ser fútil até não dar mais aceita só porque ela mesma não conseguiu convencer os garotos. Vão acampara na praia, e começa a farra até que Maxxie descobre que Anwar estava de rolo logo com Sketch e uma discussão começa.
Mas Michelle só pensa em si, no que está passando, se nunca mais conseguirá ser feliz sem Tony. Sid ainda muito abalado pela morte de seu pai está perdido, sem ninguém pra ampará-lo, nem Cassie que se sabe lá onde está. E Michelle vê nesse ombro amigo de Sid que sempre teve uma oportunidade de conceder o seu próprio ao garoto e ajudá-lo, mas o que ocorre é que ambos se deixam levar pelo vazio em que se encontram e dormem juntos. Sid faz Michelle ter um orgasmo, o que nenhum outro garoto tinha feito. Michelle quer mais, Sid não sabe o que quer, quer alguém então aceita e entram em sua casa. Cassie está no quarto. Os dois param de se beijar.
De certa forma é a morte pra Cassie, mesmo que o episódio não mostre, ver Sid Junto a Michelle é destrutivo para o coração da garota, e terminamos com uma sensação de que, 1) Michelle é uma garota muito mais do que aparenta,2) Sid é muito mais perdido do que parece e 3) Cassie nunca conseguirá o que deseja.
5/5
Episódio 5 – Chris
Filmes/livros/séries que apresentam pessoas simples e honestas sempre me cativaram/emocionaram muito. Me emociono de mais com pessoas que por mais que a vida seja uma merda continuam do mesmo jeito que sempre mostraram ser, se emburradas, emburradas, se tristes, tristes, se alegres, alegres, enfim pessoas honestas e simples. Chris é uma dessas pessoas que nunca mudam de personalidade, as coisas estejam boas ou ruins, e olha, na vida do cara só acontece desgraça.
E além de Chris ser uma dessas pessoas, ele é uma pessoa engraçada. Engraçado também é perceber como os realizadores vieram trabalhando o personagem até um pequeno, rápido e seco prelúdio de quem Chris realmente é, n’um episódio onde estão todos deprês e preocupados com suas existências e relações, Chris só se espantava com as bolhas que saiam de sua cerveja. É fantástico como esse prelúdio foi colocado de forma genial no tempo exato que deveria ter sido colocado. A partir dai, quando começa o seu episódio, já sabemos quem Chris é e como age com o mundo a sua volta, de forma simples e uniforma, sem querer arranjar problemas ou tristezas para atrapalhar, tendo pílulas e bebidas a vida é foda.
Mas encontra com Jal que o faz, junto a ela, fazer um desafio igualitário, ele para de dizer “fuck it” pra tudo e ela para de dizer “não”. Isso não da nenhuma pinta do que viria a seguir e que transforma toda a vida/trama de Chris muito mais chamativa e simpática (do que já era heim). E com essa aposta feita como uma brincadeira que ambos levam a sério a vida de Chris entra em seus eixos, ainda mais depois de ser expulso da escola e do dormitório provisório disponibilizado por esta.
E durante uma festa onde Chris esclarece o desafio para Jal e Cassie mostra a todos que Sid e Michelle estão se “fodendo”, que Chris se depara com a mulher que é Jalanda. E após saírem da festa por causa da tensão que Cassie causou algo rola entre Chris e Jal e ambos se embasbacam com o ocorrido e mesmo assim sabem que devia ter acontecido. Logo após isso e de ter tentado uma gama de diversos empregos onde nenhum deu certo por sua causa, Chris se endireita a pedido de Jal e corre atrás de um emprego que realmente valha a pena, e consegue!
Mas nos aproximamos do final e tudo da errado, com Chris sendo demitido e novamente expulso de seu “novo Flat”, agora com Cassie de parceira sem teto, que Jal descobre que está grávida e que talvez ame de verdade esse “desgraçado” descontraído. E n’um momento narrativamente lindo vemos que o novo Chirs, o mais responsável está nos eixos e mostra que ama Jal, ela compreende, e terminamos com o novo Chris em busca de mais um sustento. Porque mesmo com o pai o abandonando, seu irmão morrendo e sua mãe desaparecendo o que importa para ele são os amigos e o que eles significam pra ele, por isso correr atrás de empregos após ser expulso da escola não é nada, se for pra continuar a ver e conviver com pessoas que ele gosta e ama. Por que ser simples e sem grandes pensamentos pode ser muito mais bonito do que pessoas que se autopunem só porque um de seus relacionamentos tomou outro rumo.
5/5
Episódio 6 – Tony
Simples e direto, tudo no episódio é um sonho de Tony, cheio de símbolos e significados que medem a vida do rapaz. Com um toque leve de surrealismo e uma garota muito linda e gostosa, o episódio se mantém na curiosidade que o público forma pelos personagens que cercam Tony durante todo o tempo.
Um general cheio de cicatrizes e que não fala coisa com coisa, um professor, notem é o mesmo ator que faz o general, que é depressivo e joga suas depressões para os outros, dois orientadores que mantêm uma mente igualitária e sem grandes acontecimentos, dois maconheiros e uma garota muito, muito linda.
Cada um tem um significado/sentido ao ser inserido no mundo dos sonhos de Tony. Cada um é uma parte de Tony, os orientadores são sua parte que insiste em se manter igual e sem grandes idéias, o general é uma parte do que o acidente causou a Tony junto do professor que intera a parte doente do garoto. Os maconheiros são o seu “eu’ zen e a garota é o seu “despertador” para o mundo real, é a sua parte que pede para que ele melhore, é a parte que não deixou o acidente danificá-lo por inteiro.
Então, após entrar em conflito com tudo e foder com sua melhor parte (no sentido literário), Tony acorda para o mundo e descobre que está tudo errado e deve ser posto de volta aos eixos, mesmo que não faça sentido.
5/5
Episódio 7 – Effy
Simples e importante, episódio traça um paralelo importante para os destinos de Sid, Cassie, Michelle e Tony. Por isso intitularam de Effy, pois ela é o eixo entre todos eles, é ela quem recebe a missão de salvar as vidas amorosas dessas quatro pessoas depressivas e suicidas em potencial.
Tony não consegue falar com Michelle que tem medo de atender seus telefonemas. Sid não consegue arrumar a merda que fez com seu melhor amigo e consegue apenas umas desculpas sem muito significado. E Effy acaba de se tornar a dona de casa provisória e tem um trabalho impossível de artes para entregar. Então como Effy sempre foi a mais esperta da série decide unir o útil ao agradável e chantagear Sid a desenhar pra ela enquanto ela arruma as cagadas que todos fizeram. Sid concorda e o primeiro alvo da salvação de Effy acaba sendo a Cassie, que está como o Sid diz em determinado momento “faz sexo com qualquer coisa que se meche”, e de primeira, Effy vê que não vai surtir efeito apenas falar que Sid se desculpa e parte para outro plano.
Pra não revelar muito, mais um plano entra em ação e Effy arquiteta toda uma volta dos casais sem que eles percebam, o que é genial, com ritmo maravilhoso e momentos eternos como Sid indo atrás de Cassie e Chris falando cada besteira que só da pra rir daquele merda mesmo, o episódio é mais um de qualidade da segunda temporada e traz junto com ele uma das personagens posteriores que estariam na terceira temporada. Pandora, menina inocente mas que entra na loucura ao conhecer Effy já é quase 100% trabalhada neste capítulo.
5/5
Episódio 8 – Jal
Abrindo a trinca dos episódios mais complexos de Skins, esse episódio traz, talvez o maior peso dramático de toda a série. Pra começar, todos temos que nos colocar na situação da Jal, está grávida, seu pai é um bruto que não dá a atenção que necessita a uma moça, sua mãe fugiu, tem que dar tudo de si para entrar pra uma das melhores escolas de música, os testes finais da escola se aproximam e ela tem que estudar mais ainda, e ainda não sabe se aborta ou não o bebê, isso sem falar que ela não sabe pra quem contar que está grávida.
Ai, de uma hora pra outra tudo ainda piora, pois decide contar para o pai que está grávida. A brutalidade do homem aflora, e ela tenta contar para a melhor amiga que só liga pros exames finais, daí sua mãe chega e piora ainda mais o nível de tristeza que a menina sentia, mas com toda força do mundo, ela expulsa a mulher de sua casa, com todo rancor possível. E toda angústia aumenta quando Cass tenta avisar Jal para não manter segredos com seu par, o que não seria necessariamente um dever de Jal contar a Chris que está grávida, mas sim, Chris contar algo que esconde, o que Jal não entende de início.
Os exames chegam, a audiência pra escola de música também, Chris tenta contar seu segredo, Jal tenta ir para a aula, para evitar contar o dela, os irmãos de Jal são carinhosos e permanecem a seu lado o tempo todo, ela faz a audiência, chega na casa e Chris está no hospital, quase morreu, Cass diz que viu sangue de suas orelhas, que não sabia o que fazer. Jal descobre que Chris tem a mesma doença que matou seu irmão. Chris não consegue entender que Jal está grávida. Ninguém entende Jal, ela não sabe se fica com o bebê ou não, tudo complica, nada se resolve, e a desgraça só toma conta.
5/5
Episódio 9 – Cassie
A mais confusa de todos os “skins” está com tudo organizado pela primeira vez. Mas será que é por muito tempo? Pessoas confusas de mais não conseguem viver sem problemas, e por mais triste que possa parecer, necessitam de novidades para se firmarem no cenário em que convivem, o que nos remete a Cass, que enfim está com Sid e com os amigos que tanto ama, mas não dá, ou era isso pra sempre ou uma mudança rápida para ela poder se sentir melhor consigo mesma. Uma parte sua queria muito permanecer no mesmo estado que estava, mas com a morte de Chris na sua frente, Cass não aguenta essa parte e a parte que tanto necessita de problemas toma conta e a carrega para N.Y.
Poisé, a morte de Chris já acontece logo nesse episódio, não consigo nem narra direito os fatos, pois é um dos momentos mais tocantes do mundo pra mim, ver um dos melhores personagens já escritos pra uma série televisiva morrer em cima de vomito misturado com sangue por apenas tentar lembrar o nome da namorada. E mesmo o episódio sendo da Cassie, toda a abertura é concedida a Chris em seu estado de recuperação pós-operatório, com todos os seus amigos ao seu lado, e é claro, cada um demonstrando um jeito diferente de cuidar do amigo, seja a Cassie lendo um livro para ela indo até o Anwar comendo suas uvas. E logo após, aparentemente, se recuperar e depois de uma confusão envolvendo Cass, Michelle e um jantar com baunilha de Sid, Chris descobre que Jal está grávida.
E como sempre, mesmo estando na pior por saber que praticamente está morto, Chris ainda fuma uma maconhinha básica com Cass e se divertem por uma noite inteira, Cass “rouba” até uma camisa de macaco para ele, isso tudo após Cass fazer o teste na escola, e isso inclui um momento nonsense onde temos uma diretora e seu vice dançando música disco com uma aluna. E tudo no episodio estava engraçado, até mesmo os momentos tensos com diálogos impagáveis e as deixas clássicas de Chris levavam um rumo diferente até o garoto esquecer o nome de Jal e se afogar em sangue e vômito em sua própria cama. E logo ali, de manhã, sua mãe se encontrara com Cass e revela de forma tocante como não aguenta mais perder seus filhos.
Cass se amedronta e seu lado problema, como ela mesma fala que não tem explicação, estoura e a manda direto para N.Y, onde começa a perceber o que é ser adulta, e começa a ter que se virar, mas por sorte encontra duas pessoas maravilhosas no caminho, onde uma delas lhe concede até um lugar pra ficar até “o que ela tiver passando acabar”. Então, antes de todos os jovens skins, Cassie começa a se firmar como um adulto e deixa todos pra trás, com medo e com um complexo de viver em desgraça que lhe é natural. Episódio complexo como qualquer um da Cassie, mas com um peso até mais leve (ou não), por conter personagens mais carismáticos e humor inteligente, fora que temos um debate rápido, porém genial, sobre poder entre Cass e outra provável suicida. E Cass acaba parando em lugar nenhum, com ninguém que conhece e com apenas medo consigo mesma.
5/5
Episódio 10 – Finale
Como começar a falar sobre um episódio que se intitula “finale”? Além de cortar o coração me faz lembrar toda uma espécie de vida, onde duas temporadas se passaram e eu vi e acompanhei a vida desses caras e dessas meninas que podem tanto ser eu como você, cheios de defeitos, cheios de dúvidas, humanos acima de tudo e sempre eles mesmos. Jovens que fumam maconha, que vão pra balada e tomam comprimidos que nem sabem o nome, que não são ricos (pelo menos a maioria) e que sempre estão unidos acima de tudo, uma amizade incrível e que por mais que tenha problemas sempre esteve presente na série toda. E é isso que move a série, a amizade destes indivíduos, mesmo um deles sendo mulçumano ou outro homossexual, nada esteve errado, sempre passaram por cima dos problemas (algumas vezes com dificuldades é claro) e sempre tentaram manter o que há de melhor, o companheirismo. Mas chega de comentários piegas de minha parte e vamos falar do episódio.
Acabou, a escola, a desobediência, todos têm que esperar suas notas para ver se serão aceitos nas suas respectivas faculdades ou não. Michelle não vai para a mesma que o Tony, como Anwar não sabe se tem notas boas o bastante para ir para alguma faculdade. Maxxie ta dando foda-se para a vida e quer ir para Londres. Chris não sabe o que quer, a não ser Cassie que o abandonou novamente. Anwar é o mais confuso e quebra um pacto de ver as notas só após o enterro de Chris, acaba descobrindo que não tirou notas necessárias para ir a nenhuma faculdade.
O pai de Chris, que nunca esteve presente decide enterrar o filho desejando que os amigos do menino não fossem a cerimônia. O que desencadeia uma série de acontecimentos divertidos e assustadores de humor negro, como um assalto a um caixão, o do Cris pra ser mais exato em frente a casa do pai dele, envolve até uma perseguição pelas ruas da cidade que culmina em uma bronca das meninas que faz com que os meninos devolva o caixão. O momento do enterro é clássico, com Jal proferindo as palavras que Chris realmente gostaria de ouvir, mesmo que estando de longe, todos prestam a homenagem devida, sem ir de terno ou roupa preta, mostram como Chris realmente gostaria de seu enterro, e não com um padre falando o mesmo que fala pra todo mundo e um pai com uma família hipócrita que nunca amou seu filho.
Após isso , todos abrem os pacotes com suas notas, descobrem seus futuros, e começam a traçá-los conforme o seu gosto, mas Chris recebe um presente de Tony, que o leva ao aeroporto e lhe manda para N.Y, para correr atrás da única coisa que o menino ama, Cassie. E em uma despedida emocionante, todos começam a traçar um destino adulto, e enfim somos mostrados ao famoso “wild word” de Chris, mas no fim, talvez, tudo dê certo, afinal, se não arriscarmos e dermos o primeiro passo, talvez fiquemos parados pra sempre.
E após os créditos, a angústia aperta, pois além de ser o fim de mais uma temporada, é o fim de uma geração inteira, que alcançou a perfeição nessa segunda temporada e acaba tendo que acabar, afinal, tudo se renova, e nós temos que perceber sempre isso. Sem mencionar, que acabar uma série dessas com mgmt foi uma das coisas mais geniais que já vi.
5/5
Nota total da segunda temporada:
5/5
de Igor Frederico
Lost – E a sexta temporada começa!
07/02/2010
E tudo que eu sempre quis ver começa a acontecer. Com o monstro de fumaça se revelando ser o inimigo de Jacob (uma de minhas teorias!) e com mais uma realidade possivelmente aberta, onde os passageiros do vôo 815 acabam por pousar em L.A.
Mas a loucura de lost é tamanha, e o não se importar com novos fãs também, que essa possível abertura de uma nova dimensão (afinal, Juliet falou que eles conseguiram sim), que a série já tem tanto poder narrativo sobre quem guia a série desde o primeiro episódio que se percebemos, eles começaram com flashbacks, depois flashforwards e agora não precisamos nem saber o que é, mas estamos tão acostumados com as mudanças de ritmo que a série dá, que deduzir se é um sonho ou uma outra realidade alternando entre os episódios na floresta parece ser a coisa mais fácil do mundo.
Enfim, episódio divino, mais de uma hora sem parar, com algumas respostas como quem vive no templo (que aeromoça filha da puta,falando nisso) e quem é o monstro de fumaça e o que ele realmente quer, como disse, sair da ilha, o que nos faz pensar ainda mais o porque de toda a série, e enfim, os realizadores de Lost, após esse episódio provavelmente criaram a série mais genial de todos os tempos, porque nem Star Trek quis brincar tanto assim com o tempo ou não teve a insanidade de o fazer.
de Igor Frederico
Skins – Primeira temporada
21/01/2010
Uma série que chegou em um tempo onde os americanos imperavam com seus romances nerds/burgueses e que chegaram a um ponto onde o lugar comum era o que mais se via nos episódios enlatados. Mas Skins vêm de outra região, la onde o sotaque inglês é realmente inglês e onde os jovens são muito mais humanos que os pobres e vazios americanos ricos que namoram e “entram em confusões” sem nem uma discussão existencial. Skins de certa forma é um chute no estômago do jovem que gosta de romances teens e que, ao se deparar com o cotidiano de jovens realmente humanos e normais como os dessa série se assustam por eles usarem drogas, fazerem muito sexo, terem problemas existenciais e tudo que jovens normais fazem. Talvez falte isso aos “teens” americanos, humanização e realismo.
Episódio 1 – Tony
O primeiro episódio da série traz, de certa forma, o “líder do bando”, aquele jovem que tem as idéias, o que é fodão, o que é mais bonito, pegador, etc. Daí a temática do episódio seria focá-lo acima de tudo, o que não ocorre. Mas não ocorre por ser um primeiro episódio de uma série com diversos jovens que necessitam de uma apresentação decente e que inteligentemente acontece no episódio do mais “foda”, que é o Tony. Os primeiros momentos ou 20 minutos são dedicados unicamente à ele, pra sabermos como ele é, o que faz e descobrir que é realmente o fodão. Daí pra frente a uma diversidade maior de perspectiva e nos deparamos com outros personagens e cotidianos.
Por ser um primeiro episódio, tem muita qualidade, pois já lança de cara como os personagens tratam drogas, sexo e putaria da forma mais natural. O final é divertido de mais, com o “trio loucura” estragando a festa dos burgueses vazios e consumistas que não sabem o que é diversão, com muita porrada e safadeza. E temos um carro caindo em um lago no momento em que um dos persoangens está “mijando” em uma árvore.
Há alguns defeitos de ritmo, talvez por não manter o foco em Tony, o que deixaria de lado a apresentação dos outros personagens e prejudicaria a série, portanto, a escolha dos produtores de fazer uma série autoral sobre jovens com beleza visual e diversão rica em entretenimento foi mais do que acertada, em um primeiro episódio onde “todos” já são apresentados, mesmo que apenas um (Tony) seja o foco.
4/5
Episódio 2 – Cassie
A imersão total que o segundo episódio proporciona ao mundo de um jovem é nada menos do que fabulosa, algo lindo de se ver. Depois de mostrarem um de seus personagens mais fracos, porém chamativo, no primeiro episódio os produtores decidem engatar direto em sua personagem mais complexa, Cassie. Seu episódio não é fácil, pois a todo o momento nos questionamos se o que estamos vendo é real ou surreal. Descobrimos que Cassie tem um problema com comida e por isso até tratamento faz, de certa forma com isso temos um introdução indireta ao mundo da garota.
Mas há algo de novo, após o primeiro episódio e contato com Sid, a menina se vê apaixonada em meio ao seu inferno pessoal. Seus pais só querem saber de sexo e arte e por vezes parecem nem ligar para suas crias, (Cassie tem um irmão de colo ainda) e talvez isso tenha afetado o psicológico da garota que durante todo o episódio mostra o que realmente a incomoda e o que a faz feliz. O mais incrível é notar que durante todo o episódio, apenas duas pessoas fazem ela realmente se sentir bem, seu motorista de Taxi e Sid.
Os toques surreais afloram ainda mais quando percebemos em determinado momento que a garota estava alucinando e vendo determinadas coisas que queria ver, para assim se sentir bem também. A tragédia que é a vida de Cassie é retratada com muito êxito e logo de início nos deparamos com momentos pessoais e únicos da personagem, muito bem dirigidos em um momento sem falas e apenas olhares de Cassie, e uma boa música para acompanhá-los.
A temática muda drasticamente nesse, onde o diretor resolve focar apenas uma perspectiva durante 3/4 de episódio, e largando apenas 1/4 para os outros personagens, que afinal, já foram apresentados no primeiro episódio, e isso é claro faz valer o título com o nome da garota. Comovente, no final do episódio nos deparamos com a desgraça completa em que Cassie acredita estar, mas é em um ombro amigo que temos um fim em dualidade com o espectador, deixando o ar se ela decidiu escolher a desgraça ou seguir em frente, mesmo que uma mordida no hambúrguer faça parecer que ela apenas buscou ser feliz dali pra frente.
5/5
Episódio 3 – Jal
Episódio leve, mas que mostra enfim, 100% da perspectiva de um dos personagens que da título a fita. Jalanda, apelidada de Jal é uma jovem com conflitos interiores, como qualquer um, só que diferente de seus amigos, seus conflitos se espelham na arte e na falta que sua mãe, falecida, faz.
Sua arte é a da música, toca clarinete, e o que é mais espantoso, em uma família que só tem rappers. Não que o Rap não seja arte, até porque é música, mas comparar clarinete e rap é até sacanagem (com o clarinete, óbvio). E além de ir contra toda sua família, a moça ainda tropeça nos preconceitos que a diretora da escola tem por ela ser negra.
No fim do episódio acontecem mais tragédias que abalam mais ainda o mundo da garota, mas que no fim são recompensadas com um presente mais do que carinhoso e compreensível e uma cena final grandiosa. Importante também é que depois desse episódio o traficante chato e bigodudo do Mad some. Episódio muito leve e que realmente opta por escolher o foco total em Jal, tem falhas de ritmo mas sempre se mantêm firme com a direção competente e as atuações sempre perfeitas dos jovens.
3/5
Episódio 4 – Chris
Cotidiano de um garoto que nos episódios anteriores parecia ser o mais feliz da galera inteira e que, até aqui, mostra ser o segundo personagem mais complexo de toda a série (Cassie sempre). Chris realmente é um “bon vivant” mas sofre muito problemas pessoais que insiste em não contar para nenhum dos seus amigos.
É interessante como os episódios mostram o cotidiano de cada um apartir da parte que parou o do anterior. Ou seja, vemos que a Mãe do Sid o abandonou, mas não vemos um dia-a-dia dele com ela por exemplo. Somos jogados direto pra cronologia normal. Um grande acerto. Os produtores viram que o 100% perspectiva de cada um dele deu uma queda de ritmo no último capitulo e decidiram expor os outros personagens em conjunto com Chris. E essa alternância deixa tudo mais dinâmico e facilita para os realizadores o desenvolvimento de cada um na trama ou tramas.
Mas o foco é obviamente jogado em Chris e vemos o quão triste é sua vida, a mãe o abandona descaradamente deixando apenas 1000 libras e um bilhete falando que viajou, o pai o odeia e seu irmão está morto. Isso impressiona de mais, ainda mais quando agente lembra que ele sempre foi o mais animado da turma. E é inspirador ver a humildade de Chris diante das desgraças que acontecem em sua vida. Busca sempre ser feliz, e não para se livrar das dores do cotidiano, mas ele realmente gosta de estar com os amigos, só que depois que vê que sua mãe realmente o largou, tem que enfrentar uma transição complicada pra qualquer adulto, quanto mais um jovem.
E é jogado de supetão no mundo real e de responsabilidades que Chris vê como seu novo mundo será, sem mãe, sem grana fácil, sem amparo, a não sem em Angie que insiste em manter uma relação muito suspeita com o garoto. Mas a arte cinematográfica de skins que foge dos moldes televisivos está lá como nos outros episódios, como o timing cômico genial da cena da luta no banheiro ou a viajem psicodélica de Chris e seus comprimidos.
Com o ritmo perfeito, o episódio se solta e deslancha para uma conclusão depressiva, porém esperançosa.
5/5
Episódio 5 – Sid
A confusão que é a vida do adolescente é retratada em Sid. A falta de poder de escolha ou de não querer a escolha gira em torno do episódio. A loucura que é o fim de um ano, com pais normais, mas que se decepcionam com uma reprovação, e brigam por isso, o não saber amar a pessoa certa e só escolher a errada, o fechar de olhos para amigos que nunca fizeram nada pra ganhar esse título e a decepção que é ver alguém mau por sua causa.
Sid morre por Michelle que por sua vez morre por Tony que de tão sacana brinca com os dois e faz o que quer com ambos, dando falsas esperanças a Sid e decepcionando Michelle. Cassie ama Sid que nem a nota. Depois de um encontro marcado, Sid deixa Cass na mão pra babar por Michelle que te manda um pé na bunda servido. Cass tenta se matar por pensar que Sid nunca a amará por causa de seu amor cego por alguém que o esnoba. A mãe de Sid se separa de seu pia por causa das brigas que aconteciam ultimamente. Será que Sid só trás desgraça para a vida de quem rodeia?
Ao fim, podemos achar que Sid resolveu enfim decidir o que realmente fará da vida, mas será que não é tarde? Será que se ele tivesse feito escolhas arriscadas ou que pareciam ruins antes de não ter feito nenhuma teria modificado todo o mundo em que está agora? O trabalho ele termina, mas e o resto de sua vida? Ele consertará?
5/5
Episódio 6 – Maxxie and Anwar
Episódio decide retratar os dois melhores amigos mais estranhos da serie. Maxxie é homossexual e Anwar é mulçumano, mas são melhores amigos sem preconceitos até a chegada do capítulo. Onde Anwar entra em conflito consigo mesmo por estar confuso com sua relação junto a Maxxie. O que magoa Maxxie, que se revolta e muda de quarto, indo pro de Tony, que é bon vivant e quer experimentar algo novo na Rússia, e por isso quer ficar com Maxxie, ou melhor, chupá-lo.
Não há muitas discussões interessantes a não ser a da hipocrisia de religiões ou o não contato com elas. Mas o mais interessante do episódio são as sub-tramas, ou a trama principal de Anwar repleta de elementos surreais, contendo uma Russa gostosa, um Pai que não é pai que bate na moça, um bando de policiais e uma tradutora barra pesada que gosta de Neil Diamond. Outros momentos divertidos que melhoram o ritmo do episódio são os que Chris e Angie namoram escondidos e até são pegos, ou os de Anwar e Sid tentando libertar a Russa.
Não muito chamativo ou consistente, o episódio vale mais pelos momentos que não tem ligação com Maxxie e Anwar que são muito mau tratados pelos realizadores a acabam ficando na mesma, a não ser pela escolha hipócrita de Anwar no final de se distanciar de Maxxie por causa de sua opção sexual. Com uma espécie de tratamento unilateral o episódio perde muitos pontos e só ganha por causa de seu bom humor.
2/5
Episódio 7 – Michelle
Aqui temos um tour pela vida da personagem mais desinteressante da série (e olha que temos Tony). Michelle é fútil, consumista, ciumenta, fresca e só sabe amar o Tony. O engraçado é que ela é a típica mulher trouxa que mesmo com o namorado a traindo e ela sabendo ainda volta pros braços dele.
A trama se desenrola com Michelle muito ressentida de ter visto Tony ficando com Maxxie em sua frente sem pudor e acredita que ele não merece perdão. Dai, durante o episódio não temos nada que modificará a trama, a não ser no final, onde Michelle decide não dar mais uma de besta e não volta para os braços de Tony. Fora isso, vemos a Michelle brava, Michelle ficando com um cara, Michelle em depressão, e Michelle voltando ao normal, só que sem Tony.
Desinteressante ao máximo anima mias por termos os dois melhores personagens da primeira temporada em um momento juntos novamente, onde Sid tenta se redimir com Cass, e vê que já é um pouco tarde.
2/5
Episódio 8 – Effy
Tratar de um personagem que não fala e convencer a platéia de que este pode causar carisma nela é algo extremamente difícil. O que em skins também deve ter sido, só que cumpriram muito bem o papel, em mostrar alguns momentos da vida da Effy, irmã mais nova de Tony. Tá certo que o episódio é um pretexto direto pra mostrar mais uma vez os acontecimentos na vida do irmão da garota e não ter que intitular ouro episódio com seu nome, mas isso que traz dinamicidade ao que ocorre durante toda a trama.
As consequências que você pode sofrer pelas bobagens que faz só porque é um idiota são jogadas na cara de quem vê o episódio. Tony fez merda durante toda a temporada e agora tem que pagar de alguma forma, não por que o mundo é justo e “aqui se faz..” mas porquê ele mexeu com um lunático que estava quieto em seu canto e se fudeu por isso. Tony acaba tendo que “comer” a própria irmã se quiser sair do inferno criado pra noite de Tony pelo lunático citado.
Sem amigos, família ou qualquer mendigo como amigo, Tony tem que resolver sozinho a merda que fez e acaba descobrindo que precisa mais das pessoas do que elas dele. E quando Sid chega com a cavalaria e resgata o amigo, Tony acaba percebendo que a vida não é simples nem feita por ele, a vida é uma merda complicada e que pra sobreviver nela, você precisa sim de amigos, e um como o Sid que realmente te ajuda é algo que ele percebe que todos deveriam ter.
Então se você fuder com a vida das pessoas isso pode voltar para você, ou e forma de vingança ou em forma de nada, mas que a desgraça come isso acontece e com toda certeza. E que de amigos você vai precisar pra passar por elas, isso vai, porque quem sabe até a sua família não acredite em você depois de tudo que você já fez?
5/5
Episódio 9 – The Last Episode
Começa o último episódio. Tudo parece estar fora de ordem. Anwar não está mais falando com Maxxie. Tony terminou com Michelle. Chris ainda mantêm um romance com Angie mas é abalado logo em seguida. Effy ta fudida. E Cass e Sid vivem um amor que não conseguem.
Mas tudo parece voltar pros eixos quando Maxxie telefona para Anwar em seu aniversário. Mas não, Anwar tem medo de falar para seus pais que seu melhor amigo é gay. Sid decide lutar por seu complicado e impossível amor por Cass e decide “correr” atrás. Michelle sabe que seu único amor é Tony e sem ele não está incompleta. Tony descobre que ama Michelle. Chris leva um fora de Angie porque descobri que ela tinha um noivo.
Cass decide levar uma carta para Sid. Sid decide visitar Cass, e veste sua roupa de criança, um sapato num pé e um all star no outro e sua usual toca. No meio do caminho passa por arvores e arbustos e se suja toda. Ao chegar na clínica e não saber utilizar as palavras como sempre no estado que estava, é tido como louco e levado para uma cela de manicômio com paredes emborrachadas e tudo. Cass entrega sua carta.
O pai de Anwar insiste em que o garoto chame Maxxie para sua festa. Anwar insiste que não. Maxxie espera lá fora, ansioso pra saber se seu amigo realmente é o que diz ser. Jal e Michelle chegam a festa, uma sem ter o que fazer e a outra pensando em Tony. Tony vai ajudar Sid, ainda mais depois que descobriu o que é amizade.
O pai de Anwar mostra-se menos preconceituoso que o próprio filho, e mostra aceitar Maxxie desde sempre mesmo sendo homossexual. Chris furioso rouba o anel de noivado de Angie e seu noivo vai atrás dele com dois monstros. Chris recusa a dar o anel até Angie chegar e começar a rolar pancadaria. Cass aparece na frente da festa e Tony entrega a carta escrita por Sid. Sid chora por não poder ter Cass. Michelle chora por não poder ter Tony. Tony está se declarando para Michelle. Tony é atropelado.
Momento surreal. Fora da realidade. Cômico. Tudo acaba. Sid começa a dublar uma música, e todos são mostrados. Tony parece estar morto aos braços de Effy, mas também canta. Chris não terá mais Angie, Michelle não sabe o que aconteceu a Tony ainda. Depois da briga todos curte um pouco de paz, e Maxxie está no colo de um dos “monstros” do noivo de Angie. O motorista do ônibus canta. Sid chega ao banco onde Cassie está. Eles dizem “oi”.
O último episódio traça o melhor paralelo narrativo de todos os nove da primeira temporada, sempre alternando em ordem lógica sobre os personagens e os acontecimentos que os cercam. O romance de Cassie com Sid se enche de poesia visual e audiovisual e ambos conseguem nos fazer emocionar diante de tudo que passam. Tony enfim consegue cativar a todos (ou não), e acaba sendo atropelado por isso. Os amigos enlouquecem por alguns momentos, mas tudo volta ao normal. E o fim narrado de modo irreal em forma de clipe culminando no “oi” do casal principal (sim, Sid e Cassie acabam sendo o centro da trama) é lindo de mais de se ver.
5/5
A série pode parecer irregular com alguns episódios, e de fato é, mas tudo se reorganiza aos poucos e termina concluindo todo o resultado em uma série fantástica que mostra o que jovens realmente são, sem pudores ou censura, com pais caricatos e professores infantis, tudo faz parte da humanização requerida para dar continuidade a série. A série teen mais humana, mesmo com O.C sendo minha preferida não tem sempre o que Skins tem de sobra, sinceridade.
nota total da primeira temporada:
4/5
John Locke taí
12/01/2010
E Jacob ?
04/12/2009
Quem é ele? Porquê ele “comanda a ilha”? Porque Richard fala sempre com ele? Porque ele tem um inimigo que quer matá-lo mais que tudo? Porque ele visitou cada um dos losties considerados mais importantes? Poque ele teve que tocar em cada um? Ele é Deus? Ele controla o passado e o futuro dos Losties? Quem diabos é esse cara? Ele é apenas um homem feio? O inimigo dele é um cara legal e ele que é o vilão?Ele morreu?Ele vai usar o corpo de Locke? Ou de Lapidus?Deus
futuro
passado
ilha
Quem é?



























































